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P1-R01 - Os precursores da Doutrina Espírita
P1-R02 - Os Fenômenos de Hydesville
P1-R03 - Allan Kardec, o Professor e o Codificador
P1-R04 - O Caráter da Revelação
P1-R05 - Obras Básicas
P1-R06 - Doutrina Espírita
P1-R07 - O Consolador Prometido por Jesus: A Terceira Revelação Divina no Ocidente
P1-R08 - Movimento Espírita
P1-R09 - O Centro Espírita
Programa I
Roteiro 1
Os Fatos atinentes às revelação dos Espíritos ou fenômenos mediúnicos remontam à mais recuada antigüidade sendo tão velhos quanto o nosso mundo, e sempre ocorreram em todos os tempos e entre todos os povos. A História, a este propósito, está pontilhada desses fenômenos de intercomunicação espiritual.
As evocações dos Espíritos não se situaram apenas entre os povos do Ocidente, ocorrendo com larga freqüência no Oriente, como se observa dos relatos do Código dos Vedas e do Código de Manu. Esclarece-nos Louis Jacolliot que, desde os tempos imemoriais, os padres iniciados nos mosteiros preparavam os faquires para evocação dos mortos, com a obtenção dos mais notáveis , fenômenos (Le Spiritisme dans le Monde). O missionário Huc, refere-se a grande número de experiências de comunicações com os mortos registradas na China (01). Paulo, o apóstolo, em suas cartas, reconhecia a prática dessas manifestações entre os cristãos primitivos ao recomendar: "Segui o amor, e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente que profetizeis" (08) "Não apagueis o Espírito; não desprezeis profecias; julgai todas as coisas; retende o que e bom" (09). O apóstolo João também se referia a manifestações espirituais, alertando-nos igualmente quanto à procedência dessas comunicações. (10)
Na Idade Média, destacava-se a figura admirável de Joana d'Arc, a grande médium, recusando sempre renegar as vozes espirituais. (02)
Numa época mais moderna é que podemos melhor situar a fase precursora do Espiritismo, a Terceira Revelação, conhecida como o Consolador Prometido por Jesus à Humanidade. A diferença entre os fatos desta fase e os fenômenos da pré-história, como bem acentua Arthur C. Doyle, está em que estes últimos episódios eram esporádicos, ou diríamos melhor, sem uma seqüência metódica, enquanto aqueles (...) têm a característica de uma invasão organizada (...) (03). É nesta época mais moderna e precursora que vamos encontrar alguns notáveis antecessores, como o famoso vidente sueco, Emmanuel Swedenborg, engenheiro militar, insigne teólogo de valioso patrimônio cultural e dotado de largo potencial de forças psíquicas. (04)
Desde a sua infância, tiveram início as suas visões numa continuidade que se prolonga até sua morte, mas as suas forças latentes eclodiram com mais intensidade a partir de abril de 1744, em Londres. Desde então, afirma Swedenborg, "(...) O Senhor abria os olhos de meu Espírito para ver, perfeitamente desperto, o que se passava no outro mundo e para conversar, em plena consciência, com Anjos e Espíritos. (...)" (05)
Um outro notável precursor, digno de menção, foi Franz Anton Mesmer, médico, descobridor do magnetismo curador. Em 1775, Mesmer reconhece o poder da cura mediante a aplicação das mãos, ou seja, através da fluidoterapia. Acredita que por nossos corpos transitam fluidos curadores, preparando o caminho para o hipnotismo do Marquês de Puységur.
Fatos precursores dignos de registro ocorreram com Andrew Jackison Davis, magnífico sensitivo que viveu entre 1826 a 1910, sendo considerado por Arhtur Conan Doyle como o profeta da Nova Revelação. Os poderes psíquicos de Davis começaram nos últimos anos da infância, ouvindo vozes de Espíritos que lhe davam conselhos. À clarividência seguiu-se a clariaudiência. Na tarde de 6 de março de 1844, Davis foi tomado por uma força que o fez voar, em Espírito, da pequena cidade onde residia, e fazer uma viagem até as montanhas de Catskill, cerca de 40 milhas de casa. Swedenborg foi um dos mentores espirituais de Davis. (06)
O surgimento do Espiritismo foi predito por Davis no livro Princípio da Natureza."Para nós, comenta Conan Doyle, o que é importante é o papel representado por Davis no começo da revelação espírita. Ele começou a preparar o terreno, antes que se iniciasse a revelação. Estava claramente fadado a associar-se intimamente com ela, de vez que conhecia a demonstração de Hydesville (...)" (07)
Programa I
Roteiro no. 2
Os Fenômenos de Hydesville
Os memoráveis acontecimentos que, pela sua freqüência e intensidade, indicaram as manifestações de forças inteligentes intervindo no plano físico, determinaram o nascimento do Espiritismo através da fenomenologia mediúnica, ainda incipiente e elementar, ocorrido exatamente no ano de 1848 nos Estados Unidos da América do Norte, segundo autorizados pesquisadores. Eram as pancadas ou ruídos (rappings ou noises) que se iniciaram na aldeia de Hydesville, condado de Wayne, Estado de Nova York.
Foi a 31 de março de 1848 que esses ruídos insólitos surgiram de maneira mais ostensiva, de modo a atraírem a atenção pública, inclusive da imprensa, e a tornarem-se objeto de constatação por numerosos observadores, a ponto de marcarem na América do Norte a data do nascimento do que intitularam de Moderno Espiritualismo.
Tais fenômenos ocorreram numa tosca cabana, residência da família Fox. Os acontecimentos, a partir do primeiro diálogo com o Espírito, em 31 de março de 1848, empolgaram a população do vilarejo, surgindo depois as primeiras demonstrações públicas no maior salão de Rochester, o Corinthian Hall, o que resultou na formação do primeiro núcleo de estudos.
Descobriu-se que as revelações ruidosas partiam do espírito de um mascate, de nome Charles Rosma, que fora assassinado e sepultado no porão da casa da família dos Fox, adeptos da igreja Metodista, cujas filhas, Margareth e Katherine, eram excelentes médiuns. Na célebre noite de 31 de março, registrou-se o primeiro diálogo entre as irmãs Fox e o Espírito do vendedor ambulante, tendo um dos presentes, o Sr. Isaac Post usado pela primeira vez, letras do alfabeto para formação de palavras mediante convenção de que às letras corresponderia determinado número de pancadas. Estava, pois, descoberta a Telegrafia espiritual que foi o processo adotado na utilização das mesas girantes.
Em 1850, tamanha foi a repercussão dos fenômenos, tal a afluência dos curiosos, que a família Fox transladou-se para Nova York continuando as sessões públicas no Hotel Barnum. Nessa época, já somava vários milhares o número dos espíritas espiritualistas norte-americanos, apesar das cerradas investidas da imprensa, onde qualquer cronista arvorava-se em crítico para condenar os fenômenos.
A relevância do acontecimento pode ser assinalada ainda pela ressonância na esfera científica, motivando as várias investigações por pesquisadores de alto nível cultural como Dale Owen, Willian Crookes, o Juiz Edmonds etc.
O acontecimento de Hydesville repercutiu na Europa, despertando as consciências e, ou lado dos fenômenos das mesas girantes, preparou o advento do Espiritismo.
As mesas girantes não se limitavam a levantar-se sobre um pé para responder às perguntas feitas, moviam-se em todos os sentidos, giravam sob os dedos dos pesquisadores elevando-se no ar, às vezes. Entre os anos de 1853 a 1855, os fenômenos das mesas girantes constituíam verdadeiro passatempo, sendo diversão quase obrigatória nas reuniões sociais. Segundo o padre Ventura de Raulica, este fenômeno foi considerado como o maior acontecimento do século.
(...) A divulgação dessas experiências e a seguir a conversão do Juiz Edmonds, materialista que rira da crença nos Espíritos, (...) pasmaram a todos os norte-americanos, aumentando ainda mais o interesse pelas manifestações inteligentes(...).
Paris inteira assistia, atônita e estarrecida, a esse turbilhão feérico de fenômenos imprevistos que, para a maioria, só alucinadas imaginações poderiam criar, mas que a realidade impunha aos mais céticos e frívolos.
A posição de Kardec diante dos fatos motivou o advento da Doutrina Espírita. O Codificador não os contestou, reconhecendo a sua primeira ocorrência como verídica, mas constituindo apenas uma fase inicial, em que tais fatos incipientes e rudimentares serviriam de alicerces do que mais tarde seria o edifício da Doutrina Consoladora. Refere-se aos fenômenos físicos como manifestações de forças inteligentes que utilizaram, de inicio, as mesas segundo os sinais previamente convencionados, mas proclama que este meio ainda grosseiro era demorado e incômodo.
Reconheceu-se mais tarde que a cesta e a prancheta não eram, realmente, mais do que um apêndice da mão e o médium, tomando diretamente do lápis, se pôs a escrever por um impulso involuntário e quase febril. Dessa maneira, as comunicações se tornaram mais rápidas, mais fáceis e mais completas.
(...)O efeito mais simples, e um dos primeiros que foram observados, consiste no movimento circular impresso a uma mesa. Este efeito igualmente se produz com qualquer outro objeto, mas sendo a mesa o móvel com que, pela sua comodidade, mais se tem procedido a tais experiências, a designação de mesas girantes prevaleceu, para indicar esta espécie de fenômenos(...).
Como quer que seja, as mesas girantes representarão sempre o ponto de partida da Doutrina Espírita e, por essa razão, algumas explicações lhe devemos, tanto mais que mostrando os fenômenos na sua maior simplicidade, o estudo das causas que os produzem ficará facilitado e, uma vez firmada, a teoria nos fornecerá a chave para decifrar os efeitos mais complexos.
Bibliografia: Estudos Sistematizados da Doutrina Espírita - FEB - Programa I - Edição 1996
XAVIER, Francisco Cândido. In: Fonte Viva. Ditado pelo Espírito Emmanuel.

Fox Sisters, 1848 A casa da família Fox, onde os fenômenos ocorriam, na vila de Hydesville, NY.

Mapa da região de Hydesville e Lily Dale, Estado de Nova York.
Programa I
Roteiro 3
Allan Kardec, o Professor e o Codificador
Na cidade de Lião, na rua Sala, 76 nasceu, no dia 3 de outubro de 1804, aquele que se celebrizaria sob o pseudônimo de Allan Kardec, de tradicional família francesa de magistrados e professores, filho de Jean Baptiste Antoine Rivail e de Jeanne Louise Duhamel. Batizado pelo padre Barthe a 15 de junho de 1805 na igreja de Saint Denis de la Croix-Rousse, recebeu o nome de Hippolyte Léon Denizard Rivail. (3)
Em Lião fez os seus primeiros estudos, seguindo depois para Yverdun, na Suíça, a fim de estudar no Instituto do celebre professor Pestallozzi. O instituto desse abalizado mestre era um dos mais famosos e respeitados em toda a Europa, reputado como escola modelo, por onde passaram sábios escritores do Velho Continente. Desde cedo Hippolyte Léon tornou-se um dos mais eminentes discípulos de Pestallozzi, um colaborador inteligente e dedicado, que exerceria, mais tarde, grande influencia sobre o ensino da França.(3)
Declara a Revista Espírita, de maio de 1869 que, dotado de notável inteligência e atraído por sua vocação, desde os 14 anos ele ensinava, aos condiscípulos menos adiantados, tudo que aprendia. Concluídos os seus estudos em Yverdun, regressou a Paris, onde se tornou conceituado Mestre não só em letras como em ciências, distinguindo-se como notável pedagogo e divulgador do Método Pestallozziano. Conhecia algumas línguas como o italiano, alemão etc.. Tornou-se membro de várias sociedades cientificas.
Encontrando-se no mundo literário de Paris com a professora Amelie Gabrielle Boudet, culta, inteligente, autora de livros didáticos, o professor Hippolyte Léon contrai com ela matrimônio, conquistando uma preciosa colaboradora para a sua futura atuação missionária. Como pedagogo, no primeiro período da sua vida, Rivail publica numerosos livros didáticos. Apresenta, na mesma época, planos e métodos referentes a reforma do ensino francês. Entre as obras publicadas, destacam-se: Curso Teórico e Prático de Aritmética, Gramática Francesa Clássica, Catecismo Gramatical da Língua Francesa, alem de programas de cursos ordinários de física, química, astronomia e fisiologia. (3)
Ao termino desta longa atividade e experiência pedagógica, o professor Hippolyte estava preparado para outra tarefa, a codificação do Espiritismo. (3) Começa então a missão de Allan Kardec quando em 1854 ouviu falar pela primeira vez nas mesas girantes, através do amigo senhor Fortier, um pesquisador emérito do magnetismo. A principio, Kardec revelou-se cético, apesar de seus estudos sobre magnetismo, mas não intransigente, face a sua posição de livre pensador, de homem austero, sincero e observador. Exigindo provas, mostrou-se inclinado a observação mais profunda dos ruidosos fatos amplamente divulgados pela imprensa francesa.
Assistindo os propalados fenômenos, na casa da sonâmbula senhora Roger, depois na casa de madame Plainemaison e, finalmente na casa da família Baudin, recebe muitas mensagens através da mediunidade das jovens Caroline e Julie. Conclui, afinal, que eram efetivamente manifestações inteligentes produzidas pelos Espíritos dos homens que deixaram a Terra. (3) Recebendo depois dos senhores Carlotti, Rene Taillandier, Tiedeman-Manthèse, Sardou, pai e filho, e Didier, editor, (...)cinqüenta cadernos de comunicações diversas (...)” (3), Kardec se dedica àquela ciclópica e desafiadora tarefa da Codificação Espírita, elaborando as obras básicas em função dos ensinamentos fornecidos pelos Espíritos, sendo a primeira delas- “O Livro dos Espíritos’’ --, publicada em 18 de abril de 1857, e tida como marco inicial da codificação do Espiritismo. (3)
Explicando a sua convicção, sustenta que a sua crença apoia-se em raciocínio e fatos. É do seu feitio examinar antes, de negar ou afirmar a priori, qualquer tema. “(...) Foi, portanto, como racionalista estudioso, emancipado do misticismo, que ele se pôs a examinar os fatos relacionados com as “mesas girantes”: “tendo adquirido, no estudo das ciências exatas, o hábito das coisas positivas, sondei, perscrutei esta nova ciência (o Espiritismo) nos seus mais íntimos refolhos; busquei explicar-me tudo, porque não costumo aceitar idéia alguma, sem lhe conhecer o como e o porquê. (...)” (6)
Fundou Kardec em 1 de abril de 1858 a primeiro sociedade espírita com o nome de “Societe Parisenne des Etudes Spirites” e no mesmo ano edita a Revista Espírita, primeiro órgão espírita na Europa. No dia 15 de janeiro de 1861 lança “O Livro dos Médiuns” e depois, sucessivamente, “O Evangelho Segundo o Espiritismo “O Céu e o Inferno” e “A Gênese”. (3) Recebe a primeira revelação da sua missão em 30 de abril de 1856, pela médium Japhet, missão essa confirmada em 12 de junho de 1856, pela médium Aline, e finalmente a 12 de abril de 1860 na casa do senhor Dehau, pelo médium Crozet. Kardec escreve que empregou nessa laboriosa tarefa toda solicitude e dedicação que era capaz. (3)
Na Revista Espírita de maio de 1869, lê-se: “(...) trabalhador infatigável, sempre o primeiro e o ultimo a postos. Allan Kardec desencarnou a 31 de março de 1869 (...)”. “Nele, como em todas as almas fortemente temperadas, a lamina gastou a bainha. (...)” (1) Cumprida estava modelarmente a missão do expoente máximo da Terceira Revelação, abrindo caminho ao Espiritismo (...) a grande voz do Consolador Prometido ao mundo pela misericórdia de Jesus”. (5)
No que tange ao método, Kardec adota o intuitivo-racionalista Pestallozziano, como processo didático defendido pelo fundador do Instituto de Yverdun, considerando todavia o valor da análise experimental. Sob tais diretrizes cultiva o espírito natural da observação, apregoando o uso do raciocínio na descoberta da verdade. Desestimula, todavia, a atitude mecânica para que o aprendiz procure sempre a razão e a finalidade de tudo. Sustenta a necessidade de proceder do simples para o complexo, do particular para o geral. Recomenda a utilização de uma memória racional, fazendo o uso complexo da razão, para reter as idéias de modo a evitar o processo de repetição mecânica das palavras. Procura despertar no estudo a curiosidade do observador, de modo a avivar a atenção e a percepção .(7)
O lastro contido no ensino basilar e’ sempre intuitivo, que Kardec considera ‘’(...) como o fundamento geral dos nossos conhecimentos e o meio mais adequado para desenvolver as forcas do espírito humano, da maneira mais natural.(...)/(7) Entendia Kardec que “(...)todo bom método devia partir do conhecimento dos fatos adquiridos pela observação, pela experiência e pela analogia, para daí se extraírem, por indução, os resultados e se chegar a enunciados gerais que pudessem servir de base de raciocínio, dispondo-se esses materiais com ordem sem lacuna, harmoniosamente. (...)” (5) Pelo eficiente e racional método de sua dialética, Kardec foi saudado por Camille Flamarion como “o bom senso encarnado”. (4) Em conclusão, a resplandecente missão do mestre de Lion, exercida com tanto estoicismo e devoção, assegura-nos, desde agora, a convicção de sua retumbante vitória.
Programa I Roteiro 4
O Caráter da Revelação
"Definamos primeiro o sentido da palavra revelação. Revelar, do latim revelare, cuja raiz, velum véu, significa literalmente descobrir de sob o véu e, figuradamente, descobrir, dar a conhecer uma coisa secreta ou desconhecida. (...)". (3) "A característica essencial de qualquer revelação tem que ser a verdade. Revelar um segredo e tornar conhecido um fato; se é falso, já não é um fato e, por conseqüência, não existe revelação. (...)" (3) O caráter essencial da revelação divina é pois o da eterna verdade. Toda revelação eivada de erros ou sujeita a modificação não pode emanar de Deus. "O Espiritismo, partindo das próprias palavras do Cristo , como este partiu das de Moisés, é conseqüência direta da sua doutrina. A idéia vaga da vida futura, acrescenta a revelação da existência do mundo invisível que nos rodeia e povoa o espaço, e com isso precisa a crença, dá-lhe um corpo, uma consistência, uma realidade a idéia. Define os laços que unem a alma ao corpo e levanta o véu que ocultava aos homens os mistérios do nascimento e da morte. (...)" (3) "A primeira revelação teve a sua personificação em Moisés, a segundo no Cristo, a terceira não a tem em indivíduo algum. As duas primeiras foram individuais, a terceira coletiva; aí está um caráter essencial de grande importância. Ela é coletiva no sentido de não ser feita ou dada como privilégio a pessoa alguma; ninguém, por conseqüência, pode inculcar-se como seu profeta exclusivo ; foi espalhada simultaneamente , por sobre a Terra, a milhões de pessoas, de todas as idades e condições, desde a mais baixa até a mais alta da escala, conforme esta predição registrada pelo autor dos Atos dos Apóstolos: " Nos últimos tempos, disse o Senhor, derramarei o meu espírito sobre toda a carne; os vossos filhos e filhas profetizarão, os mancebos terão visões e os velhos sonhos (Atos, cap. II, v 17, 18). Ela não proveio de nenhum culto especial, a fim de servir um dia a todos, de ponto de ligação." (3) "As duas primeiras revelações sendo fruto do ensino pessoal, ficaram forçosamente localizadas, isto é, apareceram num só ponto, em torno do qual a idéia se propagou pouco a pouco; mas foram precisos muitos séculos para que atingissem as extremidades do mundo, sem mesmo o invadirem inteiramente. A terceira tem isto de particular: não estando personificada em um só indivíduo, surgiu simultaneamente em vários pontos diferentes, que se tornaram centros ou focos de irradiação.(...)’ (3)
"A terceira revelação, vinda numa época de emancipação e madureza intelectual, em que a inteligência, já desenvolvida, não se resigna a representar papel passivo, em que o homem nada aceita às cegas, mas quer ver aonde o conduzem, quer saber o porquê e o como de cada coisa - tinha ela que ser ao mesmo tempo o produto de um ensino e o fruto do trabalho, da pesquisa e do livre exame. Os Espíritos não ensinaram senão justamente o que é mister para guiá-lo no caminho da verdade, mas abstêm-se de revelar o que o homem pode descobrir por si mesmo, deixando-lhe o cuidado de discutir, verificar e submeter tudo ao cadinho da razão, deixando mesmo, muitas vezes, que adquira experiência a sua custa. Fornecem-lhe o princípio, os materiais; cabe-lhe a ele aproveitá-los e pô-los em obra". (3) "Além disso, convém notar que em parte alguma o ensino espírita foi dado integralmente; ele diz respeito a tão grande número de observações, a assuntos tão diferentes, exigindo conhecimentos e aptidões mediúnicas especiais, que impossível era acharem-se reunidos num mesmo ponto todas as condições necessárias. Tendo o ensino que ser coletivo e não individual, os Espíritos dividiram o trabalho, disseminando os assuntos de estudo e observação como, em algumas fábricas, a confecção de cada parte de um mesmo objeto é repartida por diversos operários.
A revelação fez-se assim parcialmente em diversos lugares e por uma multidão de intermediários e é dessa maneira que prossegue ainda, pois que nem tudo foi revelado. Cada centro encontra nos outros centros o complemento do que obtém, e foi o conjunto, a coordenação de todos os ensinos parciais que constituíram a doutrina espírita.(...)" (3) "Nenhuma ciência existe que haja saído prontinha do cérebro de um homem. Todas, sem exceção de nenhuma, são fruto de observações sucessivas, apoiadas em observações precedentes, como em um ponto conhecido, para chegar ao desconhecido. Foi assim que os Espíritos procederam, com relação ao Espiritismo. Daí o gradativo ensino que ministram.(...)" (3) Um último caráter da revelação espírita a ressaltar das condições mesmas em que ela se produz, é que, apoiando-se em fatos, tem que ser, e não pode deixar de ser, essencialmente progressiva, como todas as ciências de observação. (...)" "Entendendo com todos os ramos da economia social, aos quais dá o apoio das suas próprias descobertas, assimilará sempre todas as doutrinas progressivas, de qualquer ordem que sejam, desde que hajam assumido o estado de verdades práticas, e abandonado o domínio da utopia. (...) "Caminhando de par com o progresso, o Espiritismo jamais será ultrapassado. (...)" (3) Por sua natureza, a revelação cristã tem duplo caráter: participa ao mesmo tempo da revelação divina e da revelação científica. (...)" "Numa palavra, o que caracteriza a revelação espírita é o ser divina a sua origem e da iniciativa dos Espíritos, sendo a sua elaboração fruto do trabalho do homem". (3) A revelação cristã havia sucedido à revelação mosaica; a revelação dos Espíritos vem completá-la. O Cristo a anunciou, e pode acrescentar-se que ele próprio preside a esse novo surto do pensamento. (...)’ "A nova revelação manifesta-se fora e acima das igrejas. Seu ensino dirige-se a todas as raças da Terra. Por toda parte os Espíritos proclamam os princípios em que ela se apóia. Por sobre todas as regiões do globo perpassa a grande voz que convida o homem a meditar em Deus e na vida futura. Acima das estéreis agitações e das discussões fúteis dos partidos, acima das lutas de interesse e do conflito das paixões, a voz profunda desce do espaço e vem oferecer a todos, com o ensinamento da palavra, a divina esperança e a paz do coração. É a revelação dos tempos preditos. Todos os ensinos do passado, parciais, restritos, limitados na ação que exerciam, são por ela ultrapassados, envolvidos. Ela utiliza os materiais acumulados; reúne-os, solidifica-os para formar um vasto edifício em que o pensamento, a vontade, possa expandir-se. (...)’’ "As Inteligências superiores, em suas relações mediúnicas com os homens, vem completar essas indicações. Confirmam os ensinos ministrados pelos Espíritos menos adiantados; elevando-se à maior altura, expõem o seu modo de ver, as suas opiniões sobre todos os grandes problemas da vida e da morte, a evolução geral dos seres, as leis superiores do Universo. Todas essas revelações concordam e se unem para constituir uma filosofia admirável. (...)2 "Por isso, o moderno espiritualismo não dogmatiza nem se imobiliza. Não alimenta pretensão alguma a infalibilidade. Posto que superior aos que o precederam, o ensino espírita é progressivo como os próprios Espíritos. Ele se desenvolve e completa a medida que, com a experiência, se efetua o progresso nas duas humanidades, a da Terra e a do espaço - humanidades que se penetram mutuamente e das quais cada um de vós deve, alternativamente, fazer parte (...)’’ "O ensino dos Espíritos, por toda parte, nos mostra a unidade da lei e substância. Em virtude dessa unidade, reinam na obra eterna a ordem e a harmonia. (...)" (4)
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Programa1
Roteiro 5
Obras Básicas
01. As obras básicas da Codificação Kardequiana são as seguintes por ordem cronológica de edição:

1.1 - O Livro dos Espíritos. Lançado em Paris, França, em 1ª. edição, aos 18 de abril de 1857, sob o título de “Le Livre des Esprits”

1.2 - O Livro dos Médiuns , 1ª. edição em Paris, França, em janeiro de 1861. Titulo do original francês: “Le Livre des Médiuns ou Guide des Médiuns et des Invocateurs”

1.3 - O Evangelho segundo o Espiritismo 1ª. edição em Paris, França em abril de 1864 sob o titulo “L ‘Evangile selon de Spiritisme”.

1.4 - O Céu e o Inferno, lançado em Paris, França, em 1ª edição, no ano de 1865. Titulo do original francês: “Le ciel et lénfer ou La justice Divine selon le Spiritisme”.
1.5 _ A Gênese 1ª. edição em Paris, França, em janeiro de 1868 , sob o titulo “La Gènese. Les Miracles et les Prèdictions Selon le Spiritisme “.
02. Os conteúdos das obras básicas, em resumo, expõem e consolidam os princípios e os elementos constitutivos da Doutrina Espirita, em sua totalidade, segundo o ensino dos Espíritos, a sistematização e a codificação desses ensinos, por Allan Kardec.
2.1 - O primeiro dos cinco livros que integram a referida codificação,
O Livro dos Espíritos, trata dos seguintes assuntos:
”Princípios da doutrina espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens , as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da Humanidade(...)”, abordados esses princípios em quatro partes, a saber:
Primeira Parte: Das causas primárias, com quatro capítulos:
De Deus;
Dos elementos gerais do Universo;
Da criaçao;
Do principio vital.
Segunda Parte :Do mundo espírita ou mundo dos Espíritos, com onze capítulos:
Dos Espíritos;
Da encarnação dos Espíritos
Da volta do Espirito extinta a vida corpórea, a vida espiritual ;
Da pluralidade das existências;
Considerações sobre a pluralidade das existências;
Da vida espirita;
Da volta do Espirito a vida corporal;
Da emancipação da alma;
Da intervenção dos Espíritos no mundo corporal;
Das ocupações e missões dos Espíritos;
Dos tres reinos.
Terceira Parte: Das leis Morais com doze capítulos:
Da lei divina ou natural;
Da lei de adoração;
Da lei do trabalho;
Da lei de reprodução;
Da lei de conservação;
Da lei de destruição;
Da lei de sociedade;
Da lei do progresso::
Da lei de igualdade;
Da lei de liberdade;
Da lei de justiça, de amor e de caridade;
Da perfeição moral
Quarta Parte: das esperanças e consolações, com dois capítulos:
Das penas e gozos terrenos;
Das penas e gozos futuros.
2.2 - O Livro dos Médiuns no seu frontispício, apresenta o subtítulo Guia dos Médiuns e evocadores, e resume assim o seu conteúdo:
Ensino especial dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o mundo invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os tropeços que se podem encontrar na prática do Espiritismo, constituindo o seguimento do Livro dos Espíritos”.
Primeira Parte: Noções preliminares com quatro capítulos:
Há espíritos ?
Do maravilhoso ao sobrenatural
Do método
Dos sistemas
Segunda Parte: Das manifestações espíritas, com trinta e dois capítulos:
Da ação dos Espíritos sobre a matéria;
Das manifestações físicas
Das mesas girantes;
Das manifestações inteligentes ;
Da teoria das manifestações físicas
Das manifestações físicas expontâneas;
Das manifestações visuais,
Da bicorporeidade e da transfiguração;
Do laboratório do mundo invisível ;
Dos lugares assombrados;
Da natureza das comunicações
Da sematologia e da tiptologia;
Da pneumatografia ou escrita direta, e da pneumatofonia;
Da psicografia
Dos médiuns;
Dos médiuns escreventes ou psicógrafos
Dos médiuns especiais;
Da formação dos médiuns;
Dos inconvenientes e perigos da mediunidade
Do papel dos médiuns nas comunicações espíritas;
Da influência do médium
Da influência do meio
Da mediunidade nos animais
Da obsessão
Da identidade dos espíritos.
Das contradições. E das mistificações.
Do charlatanísmo e do embuste
Das reuniões e das sociedades.
Regulamento da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas.
Dissertações espíritas
Vocabulário espírita. (5)
2.3 - 0 terceiro livro, O Evangelho Segundo o Espiritismo tem em sua folha de rosto a síntese do seu conteúdo.
“A explicação das máximas morais do Cristo em concordância com o Espiritismo e suas aplicações as diversas circunstâncias da vida”. O seu estudo se desdobra em uma introdução e vinte e seis capítulos, assim enunciados:
Não vim destruir a lei
Meu reino não e deste mundo
Há muitas moradas na casa de meu Pai
Ninguém poderá ver o reino de Deus se não nascer de novo
Bem-aventurados os aflitos
O Cristo Consolador
Bem-aventurados os pobres de espirito
Bem-aventurados os que .têm puro o coração
Bem-aventurados os que são brandos e pacíficos
Bem-aventurados os que são misericordiosos
Amar o próximo como a si mesmo
Amai os vossos inimigos
Não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa mão direita
Honrai a vosso pai e a vossa mãe
Fora da caridade não há salvação
Não se pode servir a Deus e a Mamon
Sede perfeitos
Muitos os chamados, poucos os escolhidos
A fé transporta montanhas
Os trabalhadores da ultima hora
Haverá falsos Cristos e falsos profetas
Não separeis o que Deus juntou
Estranha morai
Não ponhais a candeia de baixo do alqueire
Buscai e achareis
Dai gratuitamente o que gratuitamente recebestes
Pedi e obtereis
Coletânea de preces espiritas. (2)
2.4 - O Céu e o Inferno é o quarto livro do Pentateuco Kardequiano; tem como subtítulo: “A Justiça Divina segundo o Espiritismo”. Contém, segundo o resumo constante em sua folha de rosto, o: “Exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual, sobre as penalidades e recompensas futuras, sobre os anjos e os demônios, sobre as penas, etc., seguido de numerosos exemplos acerca da situação real da alma durante e depois da mor te”. Sua matéria desdobra-se da seguinte forma:
Primeira Parte: Doutrina, com onze capítulos:
O porvir e o nada
Temor da morte
O inferno
O purgatório
Doutrina das penas eternas
As penas futuras segundo o Espiritismo
Os anjos
Os dem
nios
Intervenção dos demônios nas modernas manifestações
Da proibição de evocar os mortos
Segunda parte : Exemplos, com oito capítulos;
O passamento
Espíritos felizes
Espíritos em condições medianas
Espíritos sofredores
Suicidas
Criminosos arrependidos
Espíritos endurecidos
Expiações terrestres.
2.5 - O quinto e ultimo livro tem no respectivo frontispício o titulo A Gênese, os Milagres e as predições Segundo o Espiritismo , e mais este resumo “A Doutrina Espirita há resultado do ensino coletivo e concordante dos Espíritos.
A Ciência e chamada a constituir a Gênese de acordo com leis da Natureza.
Deus prova a sua grandeza e seu poder pela imutabilidade das suas leis e não pela abrogação delas.
Para Deus, o passado e o futuro são o presente”.
Esta obra se divide nas seguintes partes:
Introduçao
A Gênese, com doze capítulos, a saber :
Caráter da revelação espírita
O bem e o mal
Papel da Ciência na Gênese
Antigos e modernos sistemas do mundo
Uranografia geral
Esboço geológico da Terra
Teorias sobre a formação da Terra
Revoluoes do globo
Gênese orgânica
Gênese espiritual
Gênese mosaica.
Os milagres, com três capítulos, a saber:
Caracteres dos milagres
Os fluidos
Os milagres no Evangelho.
As predições, também com três capítulos:
Teoria da presciência
Predições do Evangelho
Os tempos são chegados.
Programa I
Roteiro no. 6
Doutrina Espírita
"O Espiritismo é, ao mesmo tempo, uma ciência de observarão e uma doutrina filosófica. Como ciência prática ele consiste nas relações que se estabelecem entre nós e os Espíritos; como filosofia, compreende todas as conseqüências morais que dimanam dessas mesmas relações. Podemos defini-lo assim: O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal. Em vista disto, constituindo a Doutrina Espírita um sistema de princípios filosóficos e éticos, de comprovação científica, apresenta três notórios aspectos:
o filosófico,
o científico e
o religioso.
"Quando o Homem pergunta, interroga, cogita, quer saber o "como" e o "porque" das coisas, dos fatos, dos acontecimentos, nasce a FILOSOFIA, que mostra o que são as coisas e porque são as coisas. (...) O caráter filosófico do Espiritismo está, portanto, no estudo, que faz, do Homem, sobretudo Espirito, de seus problemas, de sua origem, de sua destinacão. Esse estudo leva ao conhecimento do mecanismo das relações dos Homens, que vivem na Terra, com aqueles que já se despediram dela, temporariamente, pela morte, estabelecendo as bases desse permanente relacionamento, e demonstra a existência, inquestionável, de algo que tudo cria e tudo comanda inteligentemente: DEUS. Definindo as responsabilidades do Espírito - quando encarnado (Alma) e também quando desencarnado, o Espiritismo é filosofia, uma regra moral de vida o comportamento para os seres da Criação, dotados de sentimento, razão e consciência.
O Espiritismo não se constitui de uma religião a mais, visto que não tem cultos instituídos, nem igrejas, nem imagens, nem rituais, nem dogmas, mitos ou crendices, nem tampouco hierarquia sacerdotal. Podemos, porém considerá-lo em seu aspecto religioso, quando estabelece um laço moral entre os homens, conduzindo-os em direção ao Criador, através da vivência dos ensinamentos morais do Cristo... É no seu aspecto religioso que repousa a sua grandeza divina, por constituir a restauração do Evangelho de Jesus, estabelecendo a renovação definitiva do homem, para a grandeza do seu imenso futuro espiritual.
"Espiritismo passa de Filosofia à Ciência, quando confirma, pela experimentação, os conhecimentos filosóficos, que prega e dissemina. "Como filosofia trata do conhecimento frente a razão, indaga dos princípios, das causas, perscruta o Espirito, enfim, interpreta os fenômenos; como ciência, prova-os. Os fatos ou fenômenos espíritas, isto é, produzidos por Espíritos desencarnados, são a substância mesma da Ciência Espírita e seu objeto é o estudo e o conhecimento desses fenômenos, para fixação das leis que os regem. "No seu aspecto científico e filosófico, a doutrina será sempre um campo nobre de investigações humanas, como outros movimentos coletivos de natureza intelectual, que visam ao aperfeiçoamento da Humanidade.
ANEXO I
Programa I
Roteiro no. 6
Ficha de nocões
A Doutrina Espírita apresenta três aspectos: o filosófico, o científico e o religioso. No aspecto filosófico do Espiritismo, enquadra-se o estudo dos problemas da origem e da destinação do homem, bem como o da existência de uma inteligência suprema, causa primária de todas as coisas. No aspecto científico, demonstra experimentalmente a existência da alma e sua imortalidade, principalmente através do intercâmbio mediúnico entre os encarnados e os desencarnados.
O Espiritismo não se constitui em uma religião a mais, visto que não tem cultos, nem ritos, nem cerimoniais e que entre seus adeptos nenhum tomou ou recebeu o título de sacerdote. Podemos, porém, considerá-lo em seu aspecto religioso, quando estabelece um laço moral entre os homens, conduzindo-os a uma ascensão espiritual em direção ao Criador, através da vivência das máximas morais do Cristo.
O Espiritismo é, pois, a ciência nova que vem revelar aos homens, por meio de provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual e as relações com o mundo corpóreo. É ao mesmo tempo uma ciência de observação e uma doutrina filosófica, compreendendo "todas as conseqüências morais que dimanam dessas mesmas relações".
Através dos ensinamentos espíritas pode-se fazer uma diferença entre Religião, propriamente dita, e religiões no sentido de seitas humanas. "Religião, para todos os homens, deveria compreender-se como sentimento divino que clarifica o caminho das almas e que cada espírito aprenderá na pauta do seu nível evolutivo. Neste sentido, a Religião é sempre a face angusta e soberana da Verdade; porém, na inquietação que lhes caracteriza a existência na Terra, os homens se dividiram em numerosas religiões como se a fé também pudesse ter fronteiras.
A Religião é o sentimento divino que prende o homem ao Criador. As religiões são organizações dos homens, falíveis e imperfeitas como eles próprios; dignas de todo o acatamento pelo sopro de inspiração superior que as faz surgir, são como gotas de orvalho celeste, misturados com os elementos da Terra em que caíram. (...)''
Anexo 2
Programa I
Roteiro no. 6
Ficha de exercício
Responda ao que se pede:
1 - Conceitue Doutrina Espírita nos seus aspectos:
Científico: ___________________________________________________________
__________________________________________________________________
Filosófico: ___________________________________________________________
__________________________________________________________________
Religioso: ___________________________________________________________
_________________________________________________________________
2 – Porque o Espiritismo não é considerado uma religião constituída?
3 – Como poderíamos conceituar a palavra religião à luz da Doutrina Espírita?
4 – Conceitue Doutrina Espírita no seu tríplice aspecto.
Programa I
Roteiro 7
O Consolador Prometido por Jesus:
A Terceira Revelacão Divina no Ocidente
O Consolador prometido por Jesus, também designado pelo apóstolo João como o Santo Espírito, seria enviado à Terra com a missão de consolar e lidar com a verdade. "(...) Sob o nome de Consolador e de Espírito de Verdade, Jesus anunciou a vinda daquele que havia de ensinar todas as coisas e de lembrar o que ele dissera'', ressalta Kardec. (3). O Consolador , como O Espírito de Verdade, dará aos encarnados o conhecimento de sua origem, da necessidade de sua estada na Terra e do seu destino, bem como espalhará a consolação pela fé e pela esperança. (2) Constitui o Espírito Consolador, portanto, a Terceira Revelação de Deus aos povos no ocidente, e procede de Espíritos sábios e bondosos, que, do além, enviaram os seus ensinamentos através dos instrumentos mediúnicos, num verdadeiro derramamento da mediunidade na carne. A revelação Cristã sucedeu a revelação Mosaica; a revelação dos Espíritos veio completá-la. Várias são as razões que justificam a promessa do Cristo, do aparecimento do Espírito de Verdade, como o Consolador. Uma delas seria a inoportunidade de uma revelação total e completa pelo Cristo, numa época em que o homem não estaria amadurecido para compreendê-la. Outra razão é a do esquecimento dos homens das verdades apregoadas no seu Evangelho. Mais do que isto, destacam-se, como outra razão ainda, as distorções premeditadas que a mensagem evangélica sofreu ao longo dos tempos. Foram "(...) dois mil anos de fermentação (...), de criminosas deformações da mensagem cristã". (3) A relação entre o Espiritismo e o Consolador está no fato de a Doutrina Espírita conter "(...) todas as condições do Consolador que Jesus prometeu"; (4) ou seja, "(...) o Espiritismo vem abrir os olhos e os ouvidos, pois fala sem figuras, sem alegorias, levantando o véu intencionalmente lançado sobre certos mistérios; vem, finalmente, trazer a consolação suprema aos deserdados da Terra e a todos os que sofrem (...)(2) Finalmente, se de um lado o Espírito de Verdade se apresentava aos homens a frente de elevadas entidades espirituais, que voltaram a Terra para completar a Obra do Cristo, de outro lado Kardec se coloca a postos, à frente de criaturas espiritualizadas, dispostas a colaborarem na imensa tarefa. "(...) O que então se cumpria era uma promessa do Cristo, através de todo um imenso processo de amadurecimento espiritual do homem (...)". Kardec foi o instrumento de que se serviu o Alto para completar a mensagem do Cristo; que Ele mesmo havia prometido.
Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. VI, O Consolador prometido.
3. Se me amais, guardai os meus mandamentos; e eu rogarei a meu Pai e ele vos enviará outro Consolador, a fim de que fique eternamente convosco: — O Espírito de Verdade, que o mundo não pode receber, porque o não vê e absolutamente o não conhece. Mas, quanto a vós, conhecê-lo-eis, porque ficará convosco e estará em vós. — Porém, o Consolador, que é o Santo Espírito, que meu Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará recordar tudo o que vos tenho dito. (S. JOÃO, cap. XIV, vv. 15 a 17 e 26.)
4. Jesus promete outro consolador: o Espírito de Verdade, que o mundo ainda não conhece, por não estar maduro para o compreender, consolador que o Pai enviará para ensinar todas as coisas e para relembrar o que o Cristo há dito. Se, portanto, o Espírito de Verdade tinha de vir mais tarde ensinar todas as coisas, é que o Cristo não dissera tudo; se ele vem relembrar o que o Cristo disse, é que o que este disse foi esquecido ou mal compreendido.
O Espiritismo vem, na época predita, cumprir a promessa do Cristo: preside ao seu advento o Espírito de Verdade. Ele chama os homens à observância da lei; ensina todas as coisas fazendo compreender o que Jesus só disse por parábolas.
Advertiu o Cristo: “Ouçam os que têm ouvidos para ouvir.” O Espiritismo vem abrir os olhos e os ouvidos, porquanto fala sem figuras, nem alegorias; levanta o véu intencionalmente lançado sobre certos mistérios. Vem, finalmente, trazer a consolação suprema aos deserdados da Terra e a todos os que sofrem, atribuindo causa justa e fim útil a todas as dores.
Disse o Cristo: “Bem-aventurados os aflitos, pois que serão consolados.” Mas, como há de alguém sentir-se ditoso por sofrer, se não sabe por que sofre? O Espiritismo mostra a causa dos sofrimentos nas existências anteriores e na destinação da Terra, onde o homem expia o seu passado. Mostra o objetivo dos sofrimentos, apontando-os como crises salutares que produzem a cura e como meio de depuração que garante a felicidade nas existências futuras. O homem compreende que mereceu sofrer e acha justo o sofrimento. Sabe que este lhe auxilia o adiantamento e o aceita sem murmurar, como o obreiro aceita o trabalho que lhe assegurará o salário. O Espiritismo lhe dá fé inabalável no futuro e a dúvida pungente não mais se lhe apossa da alma. Dando-lhe a ver do alto as coisas, a importância das vicissitudes terrenas somese no vasto e esplêndido horizonte que ele o faz descortinar, e a perspectiva da felicidade que o espera lhe dá a paciência, a resignação e a coragem de ir até ao termo do caminho.
Assim, o Espiritismo realiza o que Jesus disse do Consolador prometido: conhecimento das coisas, fazendo que o homem saiba donde vem, para onde vai e por que está na Terra; atrai para os verdadeiros princípios da lei de Deus e consola pela fé e pela esperança.
Gênese, Cap. XVII, Predicões do Evangelho, Anunciacão do Consolador.
39. — Qual deverá ser esse Enviado? Dizendo: «Pedirei a meu Pai e ele vos enviará outro Consolador», Jesus claramente indica que esse Consolador não seria ele, pois, do contrário, dissera: «Voltarei a completar o que vos tenho ensinado.» Não só tal não disse, como acrescentou: A fim de que fique eternamente convosco e ele estará em vós. Esta proposição não poderia referir-se a uma individualidade encarnada, visto que não poderia ficar eternamente conosco, nem, ainda menos, estar em nós; compreendemo-la, porém, muito bem com referência a uma doutrina, a qual, com efeito, quando a tenhamos assimilado, poderá estar eternamente em nós. O Consolador é, pois, segundo o pensamento de Jesus, a personificação de uma doutrina soberanamente consoladora, cujo inspirador há de ser o Espírito do Verdade.
40 — O Espiritismo realiza, como ficou demonstrado (cap. 1, nº 30), todas as condições do Consolador que Jesus prometeu. Não é uma doutrina individual, nem de concepção humana; ninguém pode dizer-se seu criador. É fruto do ensino coletivo dos Espíritos, ensino a que preside o Espírito de Verdade. Nada suprime do Evangelho: antes o completa e elucida. Com o auxílio das novas leis que revela, conjugadas essas leis às que a Ciência já descobrira, faz se compreenda o que era ininteligível e se admita a possibilidade daquilo que a incredulidade considerava inadmissível. Teve precursores e profetas, que lhe pressentiram a vinda. Pela sua força moralizadora, ele prepara o reinado do bem na Terra.
A doutrina de Moisés, incompleta, ficou circunscrita ao povo judeu; a de Jesus, mais completa, se espalhou por toda a Terra, mediante o Cristianismo, mas não converteu a todos; o Espiritismo, ainda mais completo, com raízes em todas as crenças, converterá a Humanidade.
PROGRAMA I
ROTEIRO 8
MOVIMENTO ESPÍRITA
OBJETIVO DO MOVIMENTO ESPÍRITA: DIFUSÃO DOUTRINÁRIA
O Movimento Espirita é uma organização dinâmica e federativa que congrega as atividades de várias associações, dentro de um clima de confraternização com diretrizes comuns e o propósito, não só de difusão coordenada dos princípios basilares da Doutrina Espírita, como de vivência de uma Ética Racional, com vistas ao progresso espiritual da Humanidade.
Movimento Espírita, como sugere o próprio nome, e algo dinâmico e sua unificação implica em convivência dentro de uma unidade de pensamento e ação, na qual está implícito o reconhecimento da existência de uma diretriz, visando ao ajustamento a princípios de ordem doutrinária e a um sistema dinâmico global.
Não se trata, entretanto, de um Sistema de Coordenação por diretrizes impostas, mas de uma movimentação espontânea, fruto de certa conscientização ou de amadurecimento histórico. Movimento livre, aberto, tanto de instituições como de pessoas, sem hierarquias rígidas, à maneira das demais religiões existentes, sem obediência cega ou dogmática, mas de compreensão harmoniosa, de auto disciplina, objetivando apenas a maior fidelidade e segurança dos postulados fundamentais da Doutrina, o que implica em vigilância pertinaz do adepto e devotamento à Causa.
Como previa o próprio Kardec, um dos maiores obstáculos ao Movimento seria "a falta de unidade" (4), acrescentando que "os antagonismos, que não são mais do que efeito de orgulho superexcitado, só poderão prejudicar a causa, que uns e outros pretendem defender".
Para superar tais obstáculos, consolidando e intensificando o Movimento Espírita Nacional, foram envidados todos os esforços para edificar uma inabalável unidade, substancialmente decisiva para a missão do Brasil, como "Pátria do Evangelho", Começou por um certo acontecimento, nos albores do século XX, a merecer destacado relevo, documento este conhecido como "Bases de organização Espírita", de 1904. Previu-se nesse documento o advento das Federações nas capitais dos Estados, nos moldes da Federação do Rio de Janeiro e aderindo ao programa da Federação Espírita Brasileira. (4)
Foi, contudo, o Pacto Áureo, o ponto magno '"(...) o alto estágio atingido pelo Movimento Espírita no âmbito nacional, ao longo das lutas, vicissitudes e testemunhos dos espíritas que receberam e cumpriram obrigações nobilitantes nas esferas da Unificação. Das "Bases" de 1904, ao Conselho Federativo Nacional, em 1950, a distância,no tempo, é de quase meio século. (...)" (4)
Os signatários do Pacto Áureo (ad referendum das Sociedades que representavam) acordaram em aprovar, entre outros, ~ item 1º, segundo o qual cabe aos Espíritas do Brasil porem em prática a exposição contida no livro "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho", de maneira a acelerar a marcha evolutiva do Espiritismo. Outrossim, pelo item 2º, ficou estabelecido que a FEB criaria um Conselho Federativo Nacional permanente com a finalidade de executar, desenvolver e ampliar os planos da sua atual (1949) Organização Federativa. (3)
O objetivo do Movimento consiste na propagação e aplicação da Doutrina Espírita, pela vivência do Evangelho redivivo, capaz de operar a renovação do homem, a benefício da própria Humanidade. Da excelência e amplitude do objetivo, deflui toda a sua notável importância, tanto mais quando percebemos os benéficos resultados alcançados com a expansão da Doutrina, carreando o progresso moral e espiritual dos povos na Terra. A importância da ação programática do Movimento Espírita pode ser aquilatada pela conquista gradual de suas metas na realização da paz, da concórdia, da redenção individual e do progresso coletivo.
No Brasil, a importância do Movimento Espírita está ligada à sua missão de "Pátria do Evangelho", como nos transmite Humberto de Campos, Espírito, na obra mediúnica " Brasil, coração do mundo, Pátria do Evangelho", visando, dentro do ideal cristão e pelo exemplo, a "(...) espiritualizar o ser humano, espalhando com os seus labores e sacrifícios as sementes produtivas na construção da sociedade do futuro. (...)" (6)
Finalmente, no processo dessa dinâmica, não se contenta apenas com as publicações da Imprensa Espírita, ou mesmo dos seus livros, veículos de maior penetração popular, que projetam a mensagem espírita para os mais longínquos recantos da Terra. Desenvolve-se, ainda, o Movimento através dos cursos de evangelização espírita infanto-juvenil e dos de estudos sistematizados da Doutrina, para adultos, como também através da assistência material e espiritual aos encarnados e da espiritual aos desencarnados.
O Movimento Espírita realiza, pois, um programa amplo e intensivo de irradiação de Amor e Luzes Divinas prometido pelo Espírito Consolador.
Questionário
01. 0 que é "Movimento Espirita" ? 02. O que distingue o "Movimento Espirita" de Doutrina Espirita? 03. Qual o objetivo do Movimento Espírita? 04. Quais os principais veículos de Divulgação Doutrinária? 05. O que significou o "Pacto Áureo" para o Movimento Espírita?
Programa I
Roteiro 9
O CENTRO ESPÍRITA
É uma unidade basilar, como verdadeira célula da ação programática do Movimento Espírita, constituindo-se não só como um educandário de espíritos, mas também como um atuante templo de orações e de fraterna vivência evangélica, através de uma conjugação de atividades beneméritas. É a abençoada instituição de cultivo do amor entre as criaturas encarnadas e desencarnadas, um santuário de reeducação espiritual. Podemos imaginar este núcleo educativo e posto de socorro "(...) na complexidade de uma usina e laboratório, hospital e escola, núcleo de pesquisas e célula de experiências valiosas, onde o coração e o cérebro se entreguem a inadiáveis tarefas de abnegação e fraternidade, de equilíbrio e união, de estudo e luz. (...)(5) É também um "(...) posto de socorro, espiritual e material (...)" acolhendo "(...) desde a criança até os velhos, necessitados ou não, de assistência e fraternidade. É templo, é casa de oração e recanto de paz, acolhendo os desesperados, os revoltados. (...)" É uma alegria constatar que, no Brasil, o idealismo, o anseio da prática da caridade em seus multiformes aspectos e a firme vontade de propagar a Doutrina tem sido as alavancas propulsoras da fundação e sustentação das instituições espíritas. (...)" (6) O papel que o Centro Espírita deve desempenhar é primordialmente o de operar a propagação da Doutrina Espírita para a renovação do homem, integrando-o no grupo familiar, com vistas ao progresso moral e espiritual da sociedade. "(...) Como escolas de formação espiritual e moral que devem ser, desempenham papel relevante na divulgação do Espiritismo e no atendimento a todos os que neles buscam a orientação e amparo. (...)" (1) Cabe ao Centro Espírita, ainda, a responsabilidade "(...) de mobilizar todos os recursos possíveis à instrução, orientação, alertamento e educação dos encarnados, seja na madureza ou na velhice, a fim de que se desincumbam com êxito de suas tarefas. (...)" (5) Incumbe-lhe mais a atribuição de promover, em clima de harmonia, a Unificação. Recomenda o opúsculo "Orientação ao Centro Espírita", que todo o Centro deve se unir com o propósito de confraternização, permutando experiências para o aprimoramento das próprias atividades e das realizações comuns. (2) A este propósito, estarão os Centros observando a própria orientação sugerida por Kardec ao escrever. "(...) Esses grupos, correspondendo-se entre si, visitando-se , permutando observações, podem, desde já, formar o núcleo da grande família espírita, que, um dia consorciará todas as opiniões e unirá os homens por um único sentimento: o da fraternidade, trazendo o cunho da caridade cristã. (...)" (4) Da relevância de suas atribuições, da magnitude da sua missão, através de suas múltiplas atividades atuais, ressalta toda a imensurável e notável importância de seu papel no Mundo Contemporâneo, tão envolto em graves crises e tormentosas convulsões sociais.
Em verdade, ao aplicar a doutrina, ensinando e promovendo a sua prática pelo exercício contínuo da lei de amor, atendendo aos necessitados, o Centro Espírita estará realizando o que de mais edificante e altaneiro poderia alcançar: a evolução moral e espiritual do homem e da humanidade, conduzindo ambos ao reino de luz, de paz e de bem-estar geral.
Por tudo isso, bem se pode aquilatar de sua inestimável e insuperável importância. O Centro Espírita desenvolve múltiplas realizações agrupadas em atividades básicas, administrativas, de comunicação e de unificação.
As atividades que se relacionam com o objetivo da Doutrina são as básicas, discriminadas atualmente em "Orientação ao Centro Espírita" (obra citada) na seguinte ordem:
1. promover o estudo metódico e sistemático da Doutrina Espírita e do
Evangelho à luz do Espiritismo; 2. promover a evangelização da criança à luz da Doutrina; 3. incentivar a orientação da juventude na teoria e na prática doutrinária,
integrando-a em suas tarefas; 4. divulgar a Doutrina Espírita através do Livro; 5. promover o estudo da mediunidade, orientando as atividades mediúnicas; 6. desenvolver atividades de assistência espiritual, mediante a utilização dos
recursos oferecidos pela Doutrina, inclusive reuniões privativas de
desobsessão; 7. manter um trabalho de atendimento fraterno, pelo diálogo com orientação e
esclarecimento às pessoas que buscam o Centro; 8. promover o serviço de assistência social espírita, assegurando suas
características beneficentes, preventivas e promocionais; 9. incentivar e orientar a instituição do Culto do Evangelho no Lar;
Além destas, mais as atividades de ordem administrativa, através do trabalho de equipe, as atividades de comunicação, inclusive divulgação do Esperanto e, afinal, as atividades de Unificação, conjugando esforços e somando experiências com as demais instituições congêneres da mesma localidade ou região, de modo a evitar paralelismo ou duplicidade de realizações.
Exercício
Questões para estudo:
1. Defina a função do Centro Espírita. 2. Cite as principais atividades do Centro Espírita. 3. Descreva em linhas gerais, o papel social do Centro Espírita.
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